quarta-feira, 9 de julho de 2008

Nem tudo é singular

Ri, de forma ridícula, nesta segunda-feira. Inventei férias de segunda e terça e fui para praia junto com um amigo, um charuto e uma vodka com energético. Sai de São Paulo deixando todas as propostas que tinha para aquela noite.

Ri, de forma ridícula, ao perceber, nesta segunda-feira, que tudo o que deu errado na minha vida me tornou alguém muito feliz. Que existem pessoas que entram na nossa vida, trazem com elas a maior tragédia, mas depois, quando saem, deixam a paz e as grandes lições. São como as grandes tempestades seguidas de bonança.

Ri, de forma ridícula, ao acertar a minha vida em tão pouco tempo depois de ter encontrado o que quero dela, mas com tanta demora a partir do momento que comecei a agir como pessoa. Ri, de forma mais ridícula ainda, ao perceber que a tempestade normalmente é singular, e a bonança plural.

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